Share |

Louçã pede justiça na economia

 

Num comício que juntou mais de 500 pessoas em Monte Gordo, Francisco Louçã considerou que, nas próximas eleições, é a "responsabilidade e exigência perante a economia, que é a vida de toda a gente", que está em disputa e vai a votos. Veja aqui imagens do comício.

No mesmo dia em que o presidente da República promulgou a lei do enriquecimento injustificado, Francisco Louçã criticou a lei aprovada pelo PS, considerando que "permite a corrupção desde que o fisco receba parte do dinheiro". "Se alguém for apanhado com a mão na massa do enriquecimento injustificado, e não conseguir ou não puder justificar a proveniencia dos seus rendimentos, divide esse dinheiro com o fisco e está tudo bem". Ironizando, o coordenador do Bloco comparou a lei do PS com as "bulas de indulgência paga em tempos ao Papa para se esquecerem os pecados".

Voltando a insistir que o país precisa de justiça na economia, Louça recordou que, só nos primeiros seis meses do ano, foram depositados mais de seis mil milhões de euros nacionais em contas offshore. O dinheiro perdido pelo fisco com essas operações, lembrou, permitiria um aumento mensal de 50 euros para o milhão e meio de idosos com pensões mais baixas.

Francisco Louçã comparou ainda os 3000 milhões que o Estado, através da Caixa Geral de Depósitos, já injectou no BPN com os recentes cortes no subsídio de desemprego. Lembrando que mais de 400 mil jovens trabalham para empresas de trabalho temporário, não conseguindo lugar num emprego mais de um ano seguido como determina a legislação aprovada pelo PS, "o Governo Sócrates cortou 300 milhões de euros no subsidio de desemprego, tirando o dinheiro a quem mais precisa". O Governo "não respeita os sacrifícios de quem trabalha", resumiu o deputado do Bloco de Esquerda.

Antes do comício, houve um contacto dos candidatos do Bloco com a população.